Já parou pra pensar o quanto nosso sobrenome tem peso? As vezes até mesmo mais do que nosso próprio nome. Marias existem várias por aí, mas Maria Da Silva Souza Carvalho Santos... talvez nem tantas. A questão mais intrínseca ainda do sobre nome, é sua origem. E nem estou falando da origem do sobrenome em si, se é Espanhol ou Alemão. Mas de pai ou de mãe. O sobrenome de mãe é o que vem logo após nosso primeiro nome, mas o que passamos para os nossos filhos, geralmente, é o que vem do nosso pai. Ou seja, o da nossa mãe é do pai dela. E na hora de escolher um sobrenome pra colocar nas redes sociais? Do pai, da mãe ou o mais "bonito", diferente e que parece estrangeiro? É, até essa simples escolha diz muito sobre nós. Meu sobrenome de mãe é Batista, e temos uma frase na família assim" essa daí é Batista mesmo", quando alguém faz algo típico, engraçado ou genético.. E eu sempre tive raiva disso por me achar tão diferente "dos Batistas", preferia ter ganhado o sobrenome do meu vô, Francelino. Mas só porque acho mais bonito e chique, confesso. Meu sobrenome de pai é Castro. E sempre usei ele nas redes sociais por achar mais bonito e me esquecendo de todo o peso que ele carrega na minha história. Hoje em dia respondo só por Karol, to tentando formar uma nova identidade que não carregue a história dos meus antepassados. Mas isso é impossível, a gente se dissocia mas estaremos quase sempre associados aqueles que vieram antes, seja por sangue ou por nome. Mas é isso ai, seguimos sempre tentando criar nossa própria narrativa, e talvez não seja um nome, mas a ideia e o sentimento que carregamos com eles que nos prenda ou impulsiona.
Nenhum comentário:
Postar um comentário